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Moeda do Lazareto da Colômbia: os tokens de leprosário

A curiosa moeda do LAZARETO é uma triste realidade que aconteceu em diversos lugares no mundo até meados do século 20: o isolamento social de pessoas portadoras de hanseníase. Antigamente, essa doença era mais conhecida como lepra, famosa em um trecho bíblico de um evangelho, onde Jesus cura um leproso. Ao contrário do que se sabe hoje, antigamente acreditava-se que a lepra era altamente contagiosa e incurável, fazendo com que isolassem as pessoas com essa doença. E essa crença atravessou séculos, mudando a realidade apenas no século 20, com o avanço da medicina. Na Colômbia, existiram três locais desses, chamados de Lazaretos, palavra vinda de São Lázaro, personagem bíblico que possuía essa doença. Eram os Lazaretos de Caño Del Loro, Contratação e Agua de Dios. O medo de contágio era tanto, que moedas especiais foram cunhadas para circularem apenas nesses lazaretos, evitando a circulação e manuseio das moedas comuns pela população. Tiveram cunhagem dessas moedas em 1901, 1907,...

1 Milhão na mão e a inflação da Venezuela

Em março de 2021, a Venezuela apresentou ao mundo a cédula de 1 MILHÃO de Bolívares. Apesar da curiosidade de se ter 1 milhão na mão, nesse caso isso não chega a ser uma boa notícia. Cédulas com valores muito altos são indícios de inflação alta, descontrolada e grandes problemas econômicos para o país e sua população. Para se ter uma ideia, quando essa cédula foi lançada, equivalia a apenas 52 centavos de dólar americano ou cerca de 2 Reais do Brasil. A alta inflação na Venezuela é um problema a mais de 15 anos. A cédula milionária, como previsto, não durou muito tempo, pois em outubro de 2021 o governo anunciou o corte de 6 zeros da moeda, ou seja, 1 milhão virou 1 Bolívar, e novas cédulas foram impressas nos valores de 5 a 100 Bolívares. O corte de zeros é uma prática comum em moedas que desvalorizam rápido por causa da inflação. Já aconteceu em vários países, inclusive no Brasil. Mas, na prática, somente essa ação de cortar zeros não resolve em nada o problema. Desde 2008, já fo...

Os bilhões da Iugoslávia: uma das piores inflações do mundo

Uma das 5 piores inflações da história ocorreu na Iugoslávia nos anos 90 e é pouco lembrada. A inflação galopante fez o governo imprimir cédulas de 500 BILHÕES de Dinara, tornando-se uma das cédulas com maior valor facial já impressa por um país.  Era o ano de 1993 e a Iugoslávia estava se dissolvendo, com a independência de vários países que formavam a Iugoslávia. Um dos principais motivos pelo descontrole econômico era o então presidente da Sérvia, Slobodan Milošević. Na época, a Sérvia ainda fazia parte da Iugoslávia.  Slobodan Milošević é o mesmo que viria assumir a presidência da própria Iugoslávia em 1997 e causar uma das maiores do final dos anos 90 que culminou no desaparecimento de vez da antiga Iugoslávia. Para saber os detalhes da hiperinflação da Iugoslávia nos anos 90, recomento a leitura do texto do site - https://mises.org.br/article/1591/a-hiperinflacao-mais-negligenciada-da-historia O rosto que aparece nessa cédula é do Jovan Jovanović Zmaj, considerado um dos...

As 3 mulheres em moedas do Vietnã

 Quem são essas 3 mulheres que aparecem nas moedas do Vietnã de 1953? Na verdade, não se trata de homenagem a alguma pessoa. Elas representam a união dos territórios que formaram o país. Em 1945, quando a Segunda guerra mundial acabou, a então Indochina Francesa englobava os atuais países do Vietnã, Laos e Camboja. Na luta pela independência contra os franceses, os estados de Anam, Tonkin e Conchinchina se uniram e formaram o atual Vietnã. E essas três mulheres representam justamente esses estados.   

As notas furadas da Companhia de Moçambique

Várias coisas chamam atenção nessa cédula de Moçambique: os furos, data e local, o nome “companhia”, em vez de “república” ou “banco central”, por exemplo. Primeiramente, Moçambique foi colônia de Portugal por muito tempo, conquistando a sua independência apenas em 1975. Uma das formas de exploração feita por Portugal em suas colônias, foi conceder permissão a empresas privadas que investiam, exploravam e parte do lucro era dado à Portugal. Uma dessas empresas privadas foi a Companhia de Moçambique, que tinha financiadores principalmente do Reino Unido. A concessão das terras para essa empresa foi de 50 anos a partir de 1891 e abrangia as províncias atuais de Sofala e Manica. A cidade portuária de Beira foi a capital da Companhia de Moçambique. Na década de 1930, a Companhia de Moçambique imprimiu cédulas particulares que podiam ser trocadas por Escudos portugueses. Provavelmente, ela circulava entre os trabalhadores da companhia e o comércio local. Agora que já desvendamos alg...

Dinheiro do Banco Industrial de Amoy

O Banco Industrial de Amoy foi criado pelos japoneses no contexto da invasão japonesa na China no período de 1938 a 1945. Amoy é uma importante cidade portuária da China, e o banco foi criado para apoiar o desenvolvimento local. Em 1940 foram impressas 4 cédulas nos valores de 1 Fen, 5 Fen, 1 Chiao e 5 Chiao. As cédulas de menor valor chama atenção pelo tamanho pequeno com apenas 7,8cm x 4,2cm, cabendo na palma da mão. ______________________________________________________________ http://navonanumis.blogspot.com/2019/01/the-amoy-industrial-bank.html https://en.numista.com/catalogue/amoy_island-banknotes-1.html

Ficha SHELL TRAUM-ELF 1969

Essas fichas da Shell com a inscrição “ TRAUM-ELF 1969” aparecem bastante no Brasil. São fichas promocionais ligadas ao futebol, em uma preparação para a Copa do Mundo de 1970. Essas fichas ficavam disponíveis nos postos de gasolina da Shell na Alemanha Ocidental lá no ano de 1969. Ganhavam essas fichas, os clientes que comprassem 15 litros ou mais de gasolina. Era uma ficha por transação durante o período da promoção. A coleção totaliza 17 fichas com rostos de jogadores alemãs, sendo 11 jogadores titulares e 6 substitutos. O outro lado da ficha é padrão para todas, trazendo a inscrição “SHELL TRAUM-ELF 1969 ”. As fichas têm 26mm de diâmetro e são feitas de latão. _____________________________________________________ https://en.numista.com/catalogue/exonumia43566.html

Plaqueta de Licenciamento: itens colecionáveis do mundo automotivo!

As plaquetas de licenciamento, como são conhecidas, tiveram seu auge dos anos 60 ao início dos anos 80. Ela era amarrada com o arame do lacre na placa traseira do carro. Até 1970, pelo menos no Rio de Janeiro, as plaquetas eram horizontais e amarradas na parte superior da placa.  Depois, elas passam a serem verticais e amarradas no canto esquerdo da placa. Ela servia para mostrar que aquele veículo estava com a documentação, vistoria e pagamento das taxas em dia, deixando o veículo apto a trafegar legalmente. Como esse processo era anual, as plaquetas tinham que ser atualizadas todo ano. Recorri aos amigos mais velhos que viveram nesses anos e tinham carro, para saber o motivo dessas plaquetas terem acabado em 1982. Puxando na memória, eles acreditam que deixou de ter a vistoria anual e apenas precisava pagar as taxas e, o licenciamento anual passou a constar apenas nos documentos impressos que o dono do veículo deve carregar no carro como é até hoje. Como cada Estado do Brasil t...